terça-feira, 6 de abril de 2010
Chove há 15 horas no Rio, e prefeitura pede para moradores não saírem de casa
Fernando Quevedo/Agência O Globo
No bairro do Rio Comprido as águas tomaram as ruas na noite de ontem (5) e vários motoristas tiveram que abandonar seus carros para não serem arrastados pela correnteza
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
Atualizada às 9h19
O Rio de Janeiro sofre com a chuva intensa e ininterrupta há mais de 15 horas. Alagamentos, deslizamentos, queda de energia e caos no trânsito e no sistema de transporte tornam complicada a vida de quem mora no Estado. Por isso, o prefeito da capital, Eduardo Paes, pediu na manhã desta terça-feira (6), em entrevista à "TV Globo", que a população não saia de casa até que a situação melhore. "Queremos agora é preservar vidas. As pessoas devem ficar em casa. É um risco inaceitável. Se as pessoas saírem de casa vão correr risco e atrapalhar ainda mais esta situação atípica e inesperada", disse.
Devido aos temporais, as aulas da rede municipal estão suspensas nesta terça-feira na cidade do Rio. O prefeito pediu que as escolas particulares também cancelem as aulas.
Leia mais
* Inauguração de obras do PAC no Rio é cancelada por causa da chuva
* Chuva no Rio deixa Aeroporto Santos Dumont fechado
* São Paulo amanhece com chuva e congestionamentos nesta terça-feira
Em entrevista à "TV Bandeirantes", Paes afirmou que a "situação é de absoluto caos. Todas as vias importantes estão interrompidas." Ele ressaltou ainda que "é um risco as pessoas tentarem passar [por alagamentos]".
O prefeito confirmou uma série de deslizamentos de terra na avenida Niemeyer, umas das vias que liga a Barra à zona sul. Não há tráfego no local. Segundo Paes, o Rio tem também dez domicílios em áreas de risco e a Lagoa Rodrigo de Freitas está com 1,4 metro, três vezes o volume normal.
Já Sérgio Simões, subsecretário de Defesa Civil/RJ, disse em entrevista à "GloboNews" que choveu "quantidades além do que qualquer cidade é capaz de suportar", referindo-se a regiões como a zona norte e a zona sul, onde o acumulado de chuva atingiu os 200 mm.
Toda a cidade do Rio estava em estado de atenção por volta das 7h30. As regiões mais atingidas pelas chuvas são as zonas norte e oeste da cidade. O Corpo de Bombeiros informou que as fortes chuvas que atingem parte do Estado do Rio desde a noite de ontem já provocaram 17 mortes.
As vítimas foram atingidas por deslizamentos de terra e desabamentos no Andaraí, no morro do Borel (Tijuca), em Santa Tereza, no morro dos Macacos (Vila Isabel), no morro do Turano (zona norte), em Petrópolis e em Niterói. A Defesa Civil, no entanto, não confirma o número.
O Corpo de Bombeiros não soube informar o número exato de alagamentos, mas destacou que todos os acessos a cidade estão fechados pelo excesso de águas. Desde as 18h de ontem, já foram registrados ao menos 22 desabamentos e 10 deslizamentos de terra.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) fechou as pistas da ponte Rio-Niterói, sentido Rio, por causa dos alagamentos na chegada à capital. No sentido Niterói, as pistas permanecem abertas, mas a orientação é para que os motoristas também não sigam em direção a Niterói ou São Gonçalo, que também registram muitos pontos de alagamentos e falta de luz.
O mau tempo também prejudica as operações de pousos e decolagens nos aeroportos da cidade. O Santos Dumont não abriu e no Internacional Antônio Carlos Jobim as operações estão sendo feitas com auxílio de instrumentos.
Na zona oeste, a situação é caótica com lixo espalhado pelas ruas, que permanecem alagadas. Poucos ônibus estão circulando e alguns fazem um trajeto totalmente diferente para poder chegar ao destino.
Aeroportos
O Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, permanece fechado hoje por conta das chuvas. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o terminal nem chegou a abrir nesta manhã. As operações para pousos e decolagens foram interrompidas.
Até as 8 horas de hoje, das 25 partidas programadas para o dia, um voo foi cancelado e 22 estão com mais de meia hora de atraso. Já em relação às chegadas, 18 voos estavam com atrasos de mais de meia hora.
Segundo relatório da Infraero, do total de partidas, nove são da ponte aérea Rio-São Paulo. Dois voos da TAM foram alternados para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, que opera por instrumentos --quando o piloto necessita de equipamentos especiais para alinhar a aeronave com a pista.
As chuvas também atrapalhavam as operações do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, que também opera por instrumentos. Até as 8 horas, dos 31 voos programados para o dia, um foi cancelado e um estava com mais de meia hora de atraso. Segundo a Infraero, apesar do cancelamento e do atraso dos voos, o movimento no aeroporto é considerado normal.
*Com informações de André Naddeo, no Rio de Janeiro, da Folha Online, da Agência Estado e da Agência Brasil
domingo, 14 de março de 2010
Chuvas fortes deixam o Rio em estado de atenção
A previsão é de chuva moderada com pancadas fortes nas próximas horas em toda a cidade. O Sistema de Gestão de Risco de Crises (Sigeric) já está mobilizado e até o momento nenhuma ocorrência grave foi registrada.
Por causa das chuvas, alguns bairros da cidade ficaram sem luz, inclusive atingindo o estádio do Engenhão, no Engenho de Dentro, zona norte do Rio, onde o jogo entre Botafogo e Olaria foi paralisados por cerca de 20 minutos.
domingo, 7 de março de 2010
Quatro morrem no Rio por causa das chuvas de ontem
O prefeito da cidade, Eduardo Paes, foi ao Rio Comprido hoje cedo para ver os estragos da chuva. Niterói tem outras duas vítimas de desabamentos, uma mulher e uma criança do bairro Cubango.
* do UOL Notícias
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Símbolo do Rio de Janeiro, boto sumirá até 2050
da Folha de S.Paulo, no Rio
Presente no brasão da cidade do Rio, tal a quantidade que havia, o boto --chamado de golfinho pelos leigos-- tende a desaparecer da baía de Guanabara antes da metade do século.
De uma população de alguns milhares há até 50 anos, só restaram 40, aponta monitoramento inédito do Laboratório Maqua (Mamíferos Aquáticos) da Faculdade de Oceanografia da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
Iniciado em 1995, o trabalho encontrou, três anos depois, 80 exemplares do animal nas águas da baía. No final de 2009, a quantidade havia se reduzido pela metade. Essa queda de 50% em pouco mais de dez anos faz com que os oceanógrafos já considerem residual a presença do boto na baía.
Os dados do Maqua levaram os especialistas a concluir que, em 20 anos, mantido o atual estado de degradação, sobrarão três ou quatro botos em toda a baía. Dez anos depois, nenhum.
Também conhecido como golfinho de prata, o boto-cinza está no brasão do Rio, em um par que representa, no desenho, a "cidade-marítima".
Os mamíferos que restam na Guanabara costumam circular pelo canal central de navegação (entre a boca e o fundo da baía) e se concentram, de manhã, nas imediações da ilha de Paquetá, onde a navegação é reduzida.
São os locais menos poluídos da baía. Até agora, porque o projeto do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) prevê a possibilidade de instalação de componentes industriais justamente na área frequentada pelos botos.
Já em construção, o Comperj funcionará em Itaboraí (cidade da região metropolitana). O Maqua foi convidado pela Petrobras para avaliar o impacto na baía de dutos de despejo de resíduos do complexo industrial. A questão está sob análise.
Os especialistas do Maqua são contra, por considerar que, por mais tratados que sejam os resíduos, não haverá como impedir algum tipo de poluição e a consequente contaminação das espécies animais por rejeitos químicos e orgânicos.
Outro fator que preocupa é que, desde o ano passado, próximo a Paquetá, funciona um terminal de GNL (Gás Natural Liquefeito) e está em construção um de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), ambos da Petrobras. Mesmo com cuidados ambientais, as novas instalações são nocivas aos botos, pois resultam no aumento da navegação e em mais poluição industrial e sonora, fatores que afugentam os animais.
O trabalho do Maqua conclui que a diminuição acelerada da quantidade de botos na baía resulta de três fatores: poluição orgânica e industrial, captura acidental em redes de pesca e perda de habitat. "Nenhuma população resiste a isso", disse à Folha o coordenador do Maqua, José Laílson Brito Júnior.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Rio recebeu mais de 700 mil turistas durante o Carnaval
Da Agência Brasil
O município do Rio de Janeiro recebeu durante os dias de folia aproximadamente 730 mil turistas brasileiros e estrangeiros, tendo registrado taxa de ocupação de 94% em sua rede hoteleira. A estimativa é da Riotur, órgão municipal responsável pela promoção da cidade. O índice representou um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao carnaval de 2009.
Tantos visitantes também foram responsáveis pelo incremento no volume de recursos deixados no município. A renda gerada por eles subiu de R$ 521 milhões em 2009 para R$ 528 milhões neste ano.
De acordo com o secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, o aumento da visibilidade internacional da cidade no ano passado, após conquistar a disputa para sediar as Olimpíadas de 2016 e ganhar títulos como o de melhor destino gay e de cidade mais feliz do mundo, contribuiu para os bons resultados.
“O Rio está na moda desde então e celebridades do mundo inteiro têm vindo nos visitar e ajudam a manter o interesse pela cidade na mídia”, afirmou.
Como estratégia para estimular ainda mais o crescimento do setor, a Riotur planeja ampliar sua participação ao longo deste ano em feiras de turismo no país e no exterior, além de trazer mais jornalistas para conhecer a cidade.
“Estamos com um grupo de 17 jornalistas estrangeiros conhecendo a cidade no carnaval, numa parceria com a Embratur [Empresa Brasileira de Turismo] e a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportação]. [Além disso], já começamos a incrementar nossa participação na web, com um novo site e em redes sociais”, acrescentou.
Já o belga Thierry Tor, que pelo terceiro ano consecutivo passa o carnaval no Rio, acredita que a diversificação das opções de folia, com maiores investimentos em blocos populares, também chama a atenção de quem é de fora.
“Os atrativos tradicionais, como o desfile das escolas de samba, são muito bonitos. Mas é o carnaval de rua que mais encanta o turista, que gosta da manifestação popular e democrática”, ressaltou ele, que este ano acompanhou o Cordão do Boitatá, no centro da cidade, além de blocos em Santa Tereza, também na região central, e em Ipanema, na zona sul.
De acordo com dados da prefeitura, cerca de 500 blocos arrastaram milhares de pessoas em diversos bairros do Rio durante esse carnaval.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
RIO DE JANEIRO Portela fala sobre a internet e traz tecnologia para a avenida
http://carnaval.uol.com.br/2010/album/09_portela_album.jhtm?abrefoto=38
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
RIO DE JANEIRO Celebridades acompanham o desfile na Sapucaí
http://carnaval.uol.com.br/2010/album/camarotes_sapucai_album.jhtm?abrefoto=13