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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Política de extermínio (Mauro Braga e Redação)
Esta coluna tem questionado a política governamental posta em prática na Cidade Maravilhosa no que se refere à segurança pública e a garantia do ir e vir do cidadão-contribuinte. Muito se paga, pouco se tem. Hoje, o assunto volta à tona, data em que se comemora 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e da qual o Brasil é signatário.
O "compromisso" com a política do extermínio, com as ações de enfrentamento que já vitimaram milhares de inocentes nas últimas décadas, marcou sucessivos governos. Se, em tempos de ditadura, a varredura caminhava na direção aos que se opunham ao regime, hoje, afeta principalmente as classes mais pobres e que estão rendidas no interior das favelas dominadas pela bandidagem.
O custo humano é elevadíssmo e sem justificativas. As conseqüências se refletem em chacinas, massacres e tragédias. Por aqui, qualquer blitz deixa no ar a incerteza do que virá, presos pobres são seviciados em delegacias e até mesmo defensores dos direitos humanos sofrem ameaças e ataques. Enquanto isso, quem desrespeita continua a gozar de impunidade.
Em termos de Brasil, até que aconteceram alguns avanços, a exemplo da criação da Secretaria Nacional de Direitos Humanos e a tipificação na lei da tortura como crime hediondo. Ainda assim, uma grande distância entre as estruturas constitucionais de defesa dos direitos humanos e os constantes abusos se faz presente. Que não sejam necessárias mais algumas décadas para que mudanças positivas atendam às expectativas da sociedade.
Parcerias
Ao ser anunciado pelo novo prefeito do Rio, Eduado Paes (PMDB), para ocupar a Secretaria da Pessoa com Deficiência, o vereador reeleito Márcio Pacheco (PSC) afirmou que a parceria será a principal ferramenta do seu trabalho. Prometeu interagir com a Secretaria de Obras para tratar da acessibilidade, trabalhar com a Secretaria de Transportes na questão da mobilidade e com discutir com a Secretaria de Educação a educação inclusiva.
Direitos
"As normas já existem. Os decretos estão aí. Temos armas e há vontade política para fazer valer os direitos destes cidadãos", disse o futuro secretário que, há quatro anos, na Câmara de Vereadores, é presidente da Comissão Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Prioridade
Outro integrante da nova gestão municipal será o administrador de empresas Augusto Ribeiro, que ficará à frente da Secretaria de Trabalho. Ele adiantou que entre as prioridades da pasta estará o projeto Juventude Cidadã, do Pro-jovem Trabalhador.
Vagas
"Nossa meta é abrir 10 mil vagas em cursos de qualificação profissional para jovens entre 18 e 29 anos, que receberão bolsas de R$100 por mês durante seis meses", disse. A expectativa é de inserir, pelo menos, 30% destes jovens no mercado de trabalho.
Denúncias
Os funcionários da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) apresentaram, esta semana, em audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), denúncias que o presidente da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Casa, deputado Paulo Ramos (PDT), pretende encaminhar ao Ministério Público.
Ameaças
Entre as preocupações dos fazendários estão o não pagamento de gratificações, a falta de um plano de férias adequado, a necessidade de novos concursos públicos e as ameaças constantes a funcionários do Posto de Controle de Mato Verde, na rodovia federal BR-101 Norte, no município de Campos dos Goytacazes, próximo à divisa com o Estado do Espírito Santo.
Investigações
"Essas denúncias são muito sérias. Temos assuntos de polícia que devem ser investigados. Vamos analisar todo o documento e encaminhar ao Ministério Público, ao Ministério do Trabalho, à Polícia Federal, ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e aos demais órgãos interessados. Vamos cobrar mais uma vez do secretário de Fazenda, Joaquim Levy, explicações para esses problemas", afirmou o pedetista.
"Long line"
O deputado federal Fernando Gabeira (PV) voltou de Fernando de Noronha impressionado com o que ouviu por lá. Navios japoneses e coreanos estariam pescando na costa nordestina com o que chamam de "long line", linhas que chegam a quilômetros de alcance e arrastam todos os peixes que podem. Em seguida, os navios trituram o pescado nos seus próprios porões e vendem o produto para rações de gato.
Ilegal
"Tudo isto é feito ilegalmente, sem controle nacional. Atuns especiais que alcançam milhares de dólares são comprados online, desde Tóquio", afirmou o parlamentar. O controle, pelo que foi dito, é precário. A corveta da Marinha não teria velocidade para perseguir navios desse tipo e as patrulhas aéreas ficaram escassas. O verde disse que tentará mobilizar deputados e senadores para a questão.
Intolerância
O síndico de um prédio, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, responderá por intolerância religiosa, conforme o artigo 20 da Lei Caó. Ele é acusado pelos moradores de retirar a imagem da padroeira do prédio, entronizada no hall há 11 anos, e colocá-la na lixeira, alegando que para ele "a santa e um poste são a mesma coisa".
Doada
A imagem de Nossa Senhora foi doada ao condomínio e fazia parte dos bens comuns do prédio. O síndico não pediu autorização para retirar a imagem e não atendeu os inúmeros apelos dos moradores para que a santa voltasse para o lugar. O registro foi efetuado na delegacia do bairro, quando a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa assumiu o caso.
Frase do dia
"Eu não gosto de oba-oba e desse negócio de 'protestinho'. Chama o Rio de Paz para vir trabalhar aqui. Gosto de gente que arregaça as mangas e trabalha". (Do governador do Rio, Sérgio Cabral, ao comentar, durante visita ao Morro Dona Marta, o protesto da ONG Rio de Paz contra as mortes violentas na cidade)
(Tribuna da Imprensa)
O "compromisso" com a política do extermínio, com as ações de enfrentamento que já vitimaram milhares de inocentes nas últimas décadas, marcou sucessivos governos. Se, em tempos de ditadura, a varredura caminhava na direção aos que se opunham ao regime, hoje, afeta principalmente as classes mais pobres e que estão rendidas no interior das favelas dominadas pela bandidagem.
O custo humano é elevadíssmo e sem justificativas. As conseqüências se refletem em chacinas, massacres e tragédias. Por aqui, qualquer blitz deixa no ar a incerteza do que virá, presos pobres são seviciados em delegacias e até mesmo defensores dos direitos humanos sofrem ameaças e ataques. Enquanto isso, quem desrespeita continua a gozar de impunidade.
Em termos de Brasil, até que aconteceram alguns avanços, a exemplo da criação da Secretaria Nacional de Direitos Humanos e a tipificação na lei da tortura como crime hediondo. Ainda assim, uma grande distância entre as estruturas constitucionais de defesa dos direitos humanos e os constantes abusos se faz presente. Que não sejam necessárias mais algumas décadas para que mudanças positivas atendam às expectativas da sociedade.
Parcerias
Ao ser anunciado pelo novo prefeito do Rio, Eduado Paes (PMDB), para ocupar a Secretaria da Pessoa com Deficiência, o vereador reeleito Márcio Pacheco (PSC) afirmou que a parceria será a principal ferramenta do seu trabalho. Prometeu interagir com a Secretaria de Obras para tratar da acessibilidade, trabalhar com a Secretaria de Transportes na questão da mobilidade e com discutir com a Secretaria de Educação a educação inclusiva.
Direitos
"As normas já existem. Os decretos estão aí. Temos armas e há vontade política para fazer valer os direitos destes cidadãos", disse o futuro secretário que, há quatro anos, na Câmara de Vereadores, é presidente da Comissão Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Prioridade
Outro integrante da nova gestão municipal será o administrador de empresas Augusto Ribeiro, que ficará à frente da Secretaria de Trabalho. Ele adiantou que entre as prioridades da pasta estará o projeto Juventude Cidadã, do Pro-jovem Trabalhador.
Vagas
"Nossa meta é abrir 10 mil vagas em cursos de qualificação profissional para jovens entre 18 e 29 anos, que receberão bolsas de R$100 por mês durante seis meses", disse. A expectativa é de inserir, pelo menos, 30% destes jovens no mercado de trabalho.
Denúncias
Os funcionários da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) apresentaram, esta semana, em audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), denúncias que o presidente da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Casa, deputado Paulo Ramos (PDT), pretende encaminhar ao Ministério Público.
Ameaças
Entre as preocupações dos fazendários estão o não pagamento de gratificações, a falta de um plano de férias adequado, a necessidade de novos concursos públicos e as ameaças constantes a funcionários do Posto de Controle de Mato Verde, na rodovia federal BR-101 Norte, no município de Campos dos Goytacazes, próximo à divisa com o Estado do Espírito Santo.
Investigações
"Essas denúncias são muito sérias. Temos assuntos de polícia que devem ser investigados. Vamos analisar todo o documento e encaminhar ao Ministério Público, ao Ministério do Trabalho, à Polícia Federal, ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e aos demais órgãos interessados. Vamos cobrar mais uma vez do secretário de Fazenda, Joaquim Levy, explicações para esses problemas", afirmou o pedetista.
"Long line"
O deputado federal Fernando Gabeira (PV) voltou de Fernando de Noronha impressionado com o que ouviu por lá. Navios japoneses e coreanos estariam pescando na costa nordestina com o que chamam de "long line", linhas que chegam a quilômetros de alcance e arrastam todos os peixes que podem. Em seguida, os navios trituram o pescado nos seus próprios porões e vendem o produto para rações de gato.
Ilegal
"Tudo isto é feito ilegalmente, sem controle nacional. Atuns especiais que alcançam milhares de dólares são comprados online, desde Tóquio", afirmou o parlamentar. O controle, pelo que foi dito, é precário. A corveta da Marinha não teria velocidade para perseguir navios desse tipo e as patrulhas aéreas ficaram escassas. O verde disse que tentará mobilizar deputados e senadores para a questão.
Intolerância
O síndico de um prédio, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, responderá por intolerância religiosa, conforme o artigo 20 da Lei Caó. Ele é acusado pelos moradores de retirar a imagem da padroeira do prédio, entronizada no hall há 11 anos, e colocá-la na lixeira, alegando que para ele "a santa e um poste são a mesma coisa".
Doada
A imagem de Nossa Senhora foi doada ao condomínio e fazia parte dos bens comuns do prédio. O síndico não pediu autorização para retirar a imagem e não atendeu os inúmeros apelos dos moradores para que a santa voltasse para o lugar. O registro foi efetuado na delegacia do bairro, quando a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa assumiu o caso.
Frase do dia
"Eu não gosto de oba-oba e desse negócio de 'protestinho'. Chama o Rio de Paz para vir trabalhar aqui. Gosto de gente que arregaça as mangas e trabalha". (Do governador do Rio, Sérgio Cabral, ao comentar, durante visita ao Morro Dona Marta, o protesto da ONG Rio de Paz contra as mortes violentas na cidade)
(Tribuna da Imprensa)
sábado, 6 de setembro de 2008
Pesquisa mostra que Crivella perdeu a ponta

Pesquisa divulgada ontem pelo IBPS (Instituto Brasileiro de Pesquisa Social) mostra que o candidato do PRB à prefeitura do Rio, senador Marcelo Crivella, perdeu a liderança das intenções de voto. Dos entrevistados, 25% responderam que votariam em Eduardo Paes (PMDB). Em segundo lugar, com 19% aparece Crivella. Na última pesquisa de agosto, Crivella ainda aparecia como líder e Paes em segundo.
Em terceiro, na pesquisa divulgada ontem, está Jandira Feghali (PC do B), com 12% das preferências. Em quarto, o deputado Fernando Gabeira (PPS-PSDB-PV), com 8%, seguido de Solange Amaral (DEM), com 5%, de Alessandro Molon (PT), com 4%, e de Chico Alencar (PSOL), com 4%. O deputado Paulo Ramos (PDT) tem 1%.
Os candidatos Filipe Pereira (PSC), Antonio Carlos (PCO), Eduardo Serra (PCB) e Vinícius Cordeiro (PTdoB) não atingiram individualmente 1% das citações. Votos nulos e brancos somaram 9% e 12% não souberam ou não quiseram responder.
Voto espontâneo
Quarenta e nove por cento dos entrevistados disseram que ainda não têm candidato a prefeito para as próximas eleições. Entre os prefeitáveis citados aparecem: Eduardo Paes (15%), Crivella (10%), Jandira (7%), Gabeira (5%), Chico Alencar (2%), Solange Amaral 3%, Alessandro Molon 2% , Paulo Ramos (1%) .
Rejeição
Em primeiro lugar no quesito rejeição, encontra-se o candidato Marcelo Crivella, com 32%, seguido de Solange Amaral, com 15%, Fernando Gabeira, com 11% ,de Jandira Feghali, com 8% Alessandro Molon com 7%, Eduardo Paes (6%) Chico Alencar (4%), Paulo Ramos (4%), e Felipe Pereira 4% . Para 17% nenhum dos candidatos em especial deve ser rejeitado.
Cenários de 2º turno
Confronto direto entre Marcelo Crivella e Jandira Feghali. Jandira teria 46% dos votos contra 32% de Crivella com 13% de votos nulos, 1% de votos em branco, 8% responderam não saber ou não quiseram responder a essa questão.
Confronto direto entre Marcelo Crivella e Fernando Gabeira. Crivella teria 39% dos votos contra 36% de Gabeira, com 14% de votos nulos, 1% de votos em branco, 10% responderam não saber ou não quiseram responder a essa questão.
Confronto direto Marcelo Crivella e Eduardo Paes. Eduardo Paes teria 53% dos votos contra 28% de Crivella, com 10% de votos nulos, 1% de votos em branco, 8% responderam não saber ou não quiseram responder a essa questão.
Confronto direto Eduardo Paes e Jandira Feghali. Eduardo Paes teria 47% dos votos contra 34% de Jandira, com 9% de votos nulos, 1% de votos em branco, 9% responderam não saber ou não quiseram responder a essa questão.
De acordo com o IBPS, a pesquisa, que tem margem de erro de 3%, foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE)De acordo com o IBPS, a pesquisa, que tem margem de erro de 3%, foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Reduzir as desigualdades na cidade do Rio é a bandeira da campanha de Chico Alencar
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O candidato da coligação Frente Socialista (P-SOL-PSTU) à prefeitura do Rio de Janeiro, Chico Alencar, disse que terá como bandeira, em sua campanha, as políticas públicas que tenham o objetivo de diminuir as desigualdades na cidade. Além disso, ele ressalta que sua gestão será transparente e contará com a participação da população. Alencar pretende reduzir os cargos de confiança ao mínimo necessário, para aproveitar os servidores de carreira nos cargos de direção.
Na série de entrevistas, que a Agência Brasil vem publicando com candidatos às prefeituras das principais capitais do país, serão ainda publicadas, na série dedicada à capital do Rio de Janeiro, entrevistas com os seguintes candidatos: amanhã (6), Eduardo Paes (PMDB); domingo (7), Eduardo Serra (PCB); segunda-feira (8), Fernando Gabeira (PV); terça-feira (9), Filipe Pereira (PSC); quarta-feira (10), Jandira Feghali (PCdoB); quinta-feira (11), Marcelo Crivella (PRB); sexta-feira (12), Paulo Ramos (PDT); sábado (13), Solange Amaral (DEM); e domingo (14), Vinícius Cordeiro (PTdoB), encerrando a série de entrevistas do Rio.
Em relação à saúde, sua primeira providência como prefeito será fazer uma auditoria nas contas do Sistema Único de Saúde (SUS) do município. Chico Alencar pretende ampliar o Programa Saúde da Família e as Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPAs), além de manter os postos de saúde abertos 24 horas por dia, a começar pelas áreas mais pobres. Está em seus planos ainda a abertura de concurso público para contratação urgente de pessoal especializado. Sua intenção é focar na saúde preventiva, inclusive para prevenir uma nova epidemia de dengue.
"Nós temos que agir desde já. Não podemos deixar acontecer, como no verão deste ano. Para isso é necessário o diagnóstico correto e o pronto atendimento aos cidadãos. Dessa forma, podemos evitar mortes como as ocorridas. Não pode haver lentidão dos governos - União, estado, prefeitura - na liberação de recursos para ações imediatas de controle e prevenção", cobrou Alencar.
Ele disse que se destaca dos demais candidatos por sua ligação com os movimentos sociais da cidade e sua independência política. "O que vai estar na mesa, no meu diálogo com o governador do estado e com a Presidência da República, será sempre o interesse público. Não precisa ser amigo nem correligionário do governador ou do presidente para que isso aconteça. Afinal, estamos em uma República. E é assim que as instâncias da administração republicana devem agir: com impessoalidade, publicidade e legalidade", acrescentou .
O candidato do P-SOL quer que os 25% do orçamento, que devem ser obrigatoriamente investidos em educação, sejam destinados à expansão de creches, formação continuada e valorização dos profissionais da área, por meio de plano de carreira unificado. Chico Alencar também pretende abrir concursos para os profissionais dessa área, além de convocar os já aprovados. Ele quer ainda reduzir o número de alunos por sala e implementar eleição direta para diretores e conselhos dos colégios. Alencar criticou a aprovação automática adotada pelo atual governo, que, segundo ele, tem "objetivos estatísticos".
Em relação aos transportes, Chico Alencar disse que vai dar prioridade aos coletivos. O candidato vai propor a licitação de todas as linhas de ônibus, ampliação das linhas do metrô e incentivo ao transporte aquaviário. Ele planeja instituir um sistema de integração tarifária e intermodal, a partir de diagnóstico de técnicos. Chico Alencar afirmou que vai não apenas regularizar o transporte alternativo, como integrá-lo às demais formas de transporte.
Rio de Janeiro - O candidato da coligação Frente Socialista (P-SOL-PSTU) à prefeitura do Rio de Janeiro, Chico Alencar, disse que terá como bandeira, em sua campanha, as políticas públicas que tenham o objetivo de diminuir as desigualdades na cidade. Além disso, ele ressalta que sua gestão será transparente e contará com a participação da população. Alencar pretende reduzir os cargos de confiança ao mínimo necessário, para aproveitar os servidores de carreira nos cargos de direção.
Na série de entrevistas, que a Agência Brasil vem publicando com candidatos às prefeituras das principais capitais do país, serão ainda publicadas, na série dedicada à capital do Rio de Janeiro, entrevistas com os seguintes candidatos: amanhã (6), Eduardo Paes (PMDB); domingo (7), Eduardo Serra (PCB); segunda-feira (8), Fernando Gabeira (PV); terça-feira (9), Filipe Pereira (PSC); quarta-feira (10), Jandira Feghali (PCdoB); quinta-feira (11), Marcelo Crivella (PRB); sexta-feira (12), Paulo Ramos (PDT); sábado (13), Solange Amaral (DEM); e domingo (14), Vinícius Cordeiro (PTdoB), encerrando a série de entrevistas do Rio.
Em relação à saúde, sua primeira providência como prefeito será fazer uma auditoria nas contas do Sistema Único de Saúde (SUS) do município. Chico Alencar pretende ampliar o Programa Saúde da Família e as Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPAs), além de manter os postos de saúde abertos 24 horas por dia, a começar pelas áreas mais pobres. Está em seus planos ainda a abertura de concurso público para contratação urgente de pessoal especializado. Sua intenção é focar na saúde preventiva, inclusive para prevenir uma nova epidemia de dengue.
"Nós temos que agir desde já. Não podemos deixar acontecer, como no verão deste ano. Para isso é necessário o diagnóstico correto e o pronto atendimento aos cidadãos. Dessa forma, podemos evitar mortes como as ocorridas. Não pode haver lentidão dos governos - União, estado, prefeitura - na liberação de recursos para ações imediatas de controle e prevenção", cobrou Alencar.
Ele disse que se destaca dos demais candidatos por sua ligação com os movimentos sociais da cidade e sua independência política. "O que vai estar na mesa, no meu diálogo com o governador do estado e com a Presidência da República, será sempre o interesse público. Não precisa ser amigo nem correligionário do governador ou do presidente para que isso aconteça. Afinal, estamos em uma República. E é assim que as instâncias da administração republicana devem agir: com impessoalidade, publicidade e legalidade", acrescentou .
O candidato do P-SOL quer que os 25% do orçamento, que devem ser obrigatoriamente investidos em educação, sejam destinados à expansão de creches, formação continuada e valorização dos profissionais da área, por meio de plano de carreira unificado. Chico Alencar também pretende abrir concursos para os profissionais dessa área, além de convocar os já aprovados. Ele quer ainda reduzir o número de alunos por sala e implementar eleição direta para diretores e conselhos dos colégios. Alencar criticou a aprovação automática adotada pelo atual governo, que, segundo ele, tem "objetivos estatísticos".
Em relação aos transportes, Chico Alencar disse que vai dar prioridade aos coletivos. O candidato vai propor a licitação de todas as linhas de ônibus, ampliação das linhas do metrô e incentivo ao transporte aquaviário. Ele planeja instituir um sistema de integração tarifária e intermodal, a partir de diagnóstico de técnicos. Chico Alencar afirmou que vai não apenas regularizar o transporte alternativo, como integrá-lo às demais formas de transporte.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
PDT sepulta aliança com PCdoB
Apesar do baixo desempenho nas pesquisas, Paulo Ramos reúne a maior parte do partido em torno de sua candidatura
O PDT do Rio aprovou ontem à noite a candidatura própria para a disputa a Prefeitura do Rio. Na convenção que terminou por volta das 22h, o deputado estadual Paulo Ramos confirmou a previsão dos militantes e teve 277 dos 400 votos em favor de seu nome.
A indicação aumenta, no Rio, o número de candidatos a prefeito da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de apresentar baixo desempenho nas pesquisas, Ramos conseguiu reunir a maior parte do partido em torno de sua candidatura, defendida por líderes como a deputada estadual Cidinha Campos e apoiada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Confirmada a decisão com a apuração das urnas, fica sepultada uma possível aliança com o PC do B da ex-deputada Jandira Feghali, que havia oferecido a vaga de vice ao partido. Cotado para ser vice de Jandira, o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ), que é presidente do Diretório Municipal, defendeu a coligação e chegou a conversar também com PT, PMDB e PRB, mas foi derrotado.
O deputado estadual Alessandro Molon (PT) também guardava a vaga de vice para uma composição com o PDT. Agora, Molon e Jandira voltam-se para o PSB, cuja convenção se realiza amanhã. Além da candidatura do ex-presidente do BNDES Carlos Lessa, o partido tem como alternativa a uma coligação com PDT e PT integrar a aliança em torno de Eduardo Paes (PMDB), candidato do governador Sérgio Cabral.
O presidente regional do PSB, Alexandre Cardoso, é secretário de Ciência e Tecnologia do governo de Cabral. Depois de ter sacramentado a aliança com o PP do senador Francisco Dornelles, Paes recebeu quarta-feira o apoio do PTB. Ele foi recebido na sede da legenda pela vereadora Cristiane Brasil, filha do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB.
Além de dividir o prestígio do presidente Lula com o PMDB de Paes e o PRB de Marcelo Crivella, os partidos de esquerda da base do governo terão ainda que disputar o eleitorado com Fernando Gabeira (PV) e Chico Alencar (PSOL), que atuam no mesmo segmento.
(Da Tribuna da Imprensa)
O PDT do Rio aprovou ontem à noite a candidatura própria para a disputa a Prefeitura do Rio. Na convenção que terminou por volta das 22h, o deputado estadual Paulo Ramos confirmou a previsão dos militantes e teve 277 dos 400 votos em favor de seu nome.
A indicação aumenta, no Rio, o número de candidatos a prefeito da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de apresentar baixo desempenho nas pesquisas, Ramos conseguiu reunir a maior parte do partido em torno de sua candidatura, defendida por líderes como a deputada estadual Cidinha Campos e apoiada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Confirmada a decisão com a apuração das urnas, fica sepultada uma possível aliança com o PC do B da ex-deputada Jandira Feghali, que havia oferecido a vaga de vice ao partido. Cotado para ser vice de Jandira, o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ), que é presidente do Diretório Municipal, defendeu a coligação e chegou a conversar também com PT, PMDB e PRB, mas foi derrotado.
O deputado estadual Alessandro Molon (PT) também guardava a vaga de vice para uma composição com o PDT. Agora, Molon e Jandira voltam-se para o PSB, cuja convenção se realiza amanhã. Além da candidatura do ex-presidente do BNDES Carlos Lessa, o partido tem como alternativa a uma coligação com PDT e PT integrar a aliança em torno de Eduardo Paes (PMDB), candidato do governador Sérgio Cabral.
O presidente regional do PSB, Alexandre Cardoso, é secretário de Ciência e Tecnologia do governo de Cabral. Depois de ter sacramentado a aliança com o PP do senador Francisco Dornelles, Paes recebeu quarta-feira o apoio do PTB. Ele foi recebido na sede da legenda pela vereadora Cristiane Brasil, filha do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB.
Além de dividir o prestígio do presidente Lula com o PMDB de Paes e o PRB de Marcelo Crivella, os partidos de esquerda da base do governo terão ainda que disputar o eleitorado com Fernando Gabeira (PV) e Chico Alencar (PSOL), que atuam no mesmo segmento.
(Da Tribuna da Imprensa)
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Garcia chama Maia de irresponsável e manda prefeito "cuidar de seus mosquitos"
02/04/2008 - 16h03
O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, criticou hoje o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), que insinuou que fotos dele estariam no computador do porta-voz das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, morto no mês passado por militares da Colômbia em território equatoriano. Em mensagem enviada por e-mail, Maia diz que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, teria afirmado que uma foto de Garcia num acampamento das Farc estaria no computador de Reyes.
"Cesar Maia que cuide dos mosquitos dele. E não me obrigue a falar dele como meu aluno na faculdade de economia no Chile", disse Garcia numa referência à epidemia de dengue.
Questionado se a declaração de Maia era irresponsável, Garcia respondeu: "Ele é irresponsável em tudo". "O que ele tem de fazer é governar o Rio."
Garcia negou que tenha estado num acampamento das Farc. "Não estive em acampamento nem em escritório das Farc. Se estivesse, não teria problema em dizer porque estaria em missão especial. Eu não tenho missões extraoficiais. Não tenho vida clandestina."
Fonte: Uol
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